Em um mundo em que todos acham certezas não é incomum que essas mesmas incertezas se desfaçam quase tão, se não mais, rapidamente quanto são encontradas. Aqui irão encontrar as certezas, incertezas e "de-certezas" que vem e vão a mim, e claro, tentarei detalha-las para que assim eu mesmo possa tirar algo disso. Quem sabe você também?
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Revelações
Boa-noite. Sempre com esse Boa-noite. Nao sei o que escrever hoje. Minha obsessão por você esta diminuindo. Nao sei se fico feliz ou nao. Nao tenho muito o que desejar da vida agora. Estou na calmaria, com velas abaixadas, mas apenas a principal. Admito. Talvez nem ela esteja. Os remos batem na água, jogando para os ares pequenas gotas. Ah que doce ar. Nao tenho conflitos hoje, apenas sua falta. Nao sei o que esperar. Quero algo hm. Mas o que? Estou olhando mas nao vendo. As estrelas nos céus para guiar, o secante pronto, o mapa estirado, o lápis com ponta, a vela acesa na cabine. Mas... para que? Para aonde? Oh grandes deuses, o que fazer? Já sinto o cheiro no ar, de merda, de lixo. O que fazer? Nada adianta ter tudo se nada quer. Antes nao ter nada. Nao aguento mais isso. Nao estou com dor. Estou sem nada. Sem nada e sem nada. Deliro, os anjos ao meu lado, sem sequer suas sagradas. Oh carrapicho do mar. Nao quero dessas tetas, fartas e deliciosas, se de paladar e fone nao ter. Andar de cima a baixo e cima, se sem ti nao sentir,por todos medir medo, medir tabula, Sócrates já dizia, o bicho que esqueceu do fogo mas que o vê pelas sombras animal 3. Sorria Sofia. Abençoada de Deus, o qui fazes por si? A carne sacia. A carne saciar. Mas me digas, 3 s0 isso? Nao posso ser feliz, nao posso. Entao seja por mim. Nada mais importa. Sorria, só fi a. Abençoada pelos anjos, trafega pela terra, em busca de si, perdida ovelha, que ao mundo se encontrou. No mar a caravela, as ondas a carregando, a levando pela correnteza. Ah doce mar. Mocidade perdida, onde está a minha língua. Ao mar trafegar, noite e dia poesia, batata quando nasce esparrama pelo chão. Que nem a vida. Noite de negresco. Dia de pão de mel. Doce como fel. Assim 3 sua boca que caço. Por mais insignificante que seja, assim eu espero, escravo de Jô.
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